Vídeos de piscicultura intensiva impressionam pelos números, mas a parte mais importante costuma ficar fora da câmera: os bastidores técnicos que sustentam a alta densidade sem transformar produção em prejuízo.
1) Rotina diária de manejo: o trabalho invisível
Em alta densidade, o tanque não “se cuida sozinho”. O básico do dia a dia inclui:
- observação do comportamento (apetite, nado, aglomeração);
- ajuste fino da alimentação (evitar sobra de ração);
- checagem de aeradores/sopradores e pontos críticos do sistema.
2) Monitoramento contínuo: sem dados, você está no escuro
Em sistemas intensivos, parâmetros mudam rápido. Acompanhe com frequência:
- oxigênio dissolvido, temperatura e pH;
- amônia e nitrito (os “inimigos silenciosos” em alta biomassa).
3) Dependência de energia elétrica: o risco oculto
Alta densidade é dependente de aeração. Queda de energia pode virar mortalidade em minutos. Tenha plano de contingência (redundância de aeração e alternativa de energia).
Conclusão: criar 18 mil peixes é possível. Sustentar isso com saúde e resultado depende de rotina, medição e prevenção. Em piscicultura intensiva, controle é tudo.
